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PRASTERONA: UM IMPORTANTE PRECURSOR HORMONAL

 

 

A prasterona – também conhecida como dehidroepiandrosterona – é um dos hormônios esteroides mais abundantes no organismo humano. A elucidação da estrutura química e do peso molecular da prasterona, assim como de uma via metabólica para sua biossíntese a partir do colesterol concederam o Prêmio Nobel de Química aos pesquisadores Adolf Frederick Johann Butenandt e Leopold Ruzicka, em 1939, tamanha a importância fisiológica deste hormônio.1,2

Estrutura e fórmula química da prasterona (DHEA).

 

Os hormônios esteroides são sintetizados a partir da molécula de colesterol no córtex da glândula adrenal, nas gônadas e na placenta, e estão envolvidos em diversas funções fisiológicas, incluindo o controle metabólico, equilíbrio hidroeletrolítico e regulação das respostas inflamatórias, assim como no desenvolvimento das características sexuais e reprodutivas relacionada aos hormônios esteroides andrógenos e estrógenos.2

Após uma série de reações enzimáticas que ocorrem nas mitocôndrias das células da zona reticular das glândulas adrenais o colesterol é convertido em pregnenolona, que é então convertida a dehidroepiandrosterona sob ação da enzima CYP17A1. A dehidroepandrosterona, por sua vez, atua como um precursor para a síntese de esteroides andrógenos e estrógenos, como a testosterona e o estradiol. Estudos demonstram que dos andrógenos totais produzidos na próstata de homens adultos, 50% derivam deste precursor adrenal, ao passo que em mulheres, essa relação é de 75% dos estrógenos durante o período anterior à menopausa e 100% após a menopausa.1,2

A dehidroepiandrosterona também está implicada diretamente em uma série de outras funções no organismo. Por exemplo, no sistema nervoso central a dehidroepiandrosterona atua como um neuromodulador, exercendo efeitos neuroprotetores e neurotróficos envolvidos na regulação do humor e no desempenho cognitivo. Além disso, em tecidos periféricos a dehidroepiandrosterona influencia a composição corporal, força muscular e densidade óssea, bem como modula a função de células endoteliais resultando em efeito vasodilatador. Ainda, a dehidroepiandrosterona interage com diferentes tipos celulares e enzimas associadas à regulação do sistema imune.2,3

 

A dehidroepiandrosterona (DHEA) é sintetizada a partir da molécula de colesterol no córtex da glândula adrenal, e utilizada como um precursor na síntese de outros hormônios esteroides estrógenos e andrógenos na própria glândula adrenal e/ou nas gônadas e na placenta.

 

Elevações séricas dos níveis de dehidroepiandrosterona e de seu metabólito ativo sulfato de dehidroepiandrosterona coincidem com a expansão e diferenciação da zona reticular nas glândulas adrenais, uma mudança que começa tipicamente entre 6 e 8 anos de idade e define a adrenarca. Já o pico de secreção de dehidroepiandrosterona ocorre entre a segunda e a terceira década de vida e após esse período as concentrações plasmáticas decaem progressivamente, de forma que aos 70 anos, a produção endógena esteja estimada entre 10% e 20% daquela encontrada em adultos jovens. Algumas diferenças entre gêneros relacionadas aos níveis de dehidroepiandrosterona e sulfato de dehidroepiandrosterona circulantes tem sido apontadas, especialmente em mulheres na pós menopausa, na qual a dehidroepiandrosterona se torna o principal precursor dos esteroides sexuais.

Declínio dos níveis séricos de sulfato de dehidroepiandrosterona (S-DHEA) em homens e mulheres em decorrência do envelhecimento.

 

Felizmente, há possibilidade de restaurar os níveis hormonais deste importante precursor hormonal através da suplementação com prasterona, tendo sido evidenciado os benefícios em diferentes populações. Inúmeros estudos clínicos realizados ao longo das últimas décadas apontam os efeitos benéficos e importantes da dehidroepiandrosteona na melhora da resposta imune, redução de sintomas associados ao envelhecimento (incluindo a redução da densidade óssea, função sexual e sintomas associados à menopausa), no tratamento de diabetes, obesidade, síndrome metabólica, doenças cardiovasculares, doença pulmonar obstrutiva crônica, colite ulcerativa, insuficiência adrenal, infertilidade, lúpus eritematoso sistêmico, depressão, entre muitas outras.1-6

Na insuficiência adrenal, o objetivo da reposição com prasterona é restaurar um estado fisiológico normal, enquanto que em idosos o uso de prasterona visa elevar as concentrações àquelas de adultos jovens. Nestes casos, já foi demonstrado que a intervenção com prasterona reduz a deposição de gordura abdominal e visceral (fator de risco para diversas doenças), promove o aumento da massa e da força muscular e melhora significativamente os escores de qualidade de vida associados à saúde, como bem-estar mental, humor, memória e sexualidade.3-11

Considerando a baixa incidência de efeitos colaterais, mesmo em estudos em longo prazo, a prasterona tem sido uma alternativa terapêutica empregada no tratamento de implicações da senescência sobre a sexualidade. Neste contexto, a intervenção com prasterona melhora significativamente os aspectos orgânicos e psicológicos relacionados à disfunção sexual associada ao envelhecimento, melhorando fatores como interesse, qualidade e frequência sexual, assim como excitação, orgasmo e lubrificação. Os efeitos mais pronunciados foram encontrados em mulheres na peri e pós menopausa, que costumam ser acometidas por uma série de sinais e sintomas relacionados diretamente à diminuição na síntese de hormônios sexuais estrogênicos, incluindo falta de lubrificação, secura, ardor, desconforto e irritação vaginal. Por esta razão, em aplicação intravaginal de prasterona (na forma de óvulos vaginais) em mulheres na pós-menopausa foi aprovada pelo FDA (Food and Drug Administration) em 2016 para tratamento da dispareunia moderada a grave (dor ou desconforto durante a relação sexual) associada a atrofia vulvar e vaginal. A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) aprovou igualmente esta aplicação terapêutica de prasterona em janeiro de 2018 na União Europeia. 2,12-17

Mesmo com todas as aplicações terapêuticas descritas para a prasterona em diferentes condições, como toda terapia de reposição hormonal, antes de iniciar o tratamento é essencial que seja feita uma adequada avaliação clínica e laboratorial dos indivíduos que serão submetidos ao tratamento, bem como o acompanhamento destes por parte do prescritor. A prasterona é uma substância sujeita ao controle especial pela Portaria 344/98 (Lista C5) e figura na Lista de Substâncias e Métodos Proibidos da Agência Mundial Antidopagem (WADA). Seu uso por atletas e proibido durante e fora do período de competição.

 

 

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Ficou interessado em saber um pouco mais sobre prasterona? Assista também ao vídeo do Dr. Gabriel Azzini: