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Como a meditação pode auxiliar no tratamento das dores crônicas?

Publicado em 15 de outubro de 2020.

A dor pode ser definida como uma sensação desagradável associada a danos reais ou potenciais em tecidos do organismo e classificada de acordo com o local, intensidade e duração em que se manifesta.

Em relação à sua duração, a dor pode ser classificada como aguda ou crônica. A primeira é uma sensação temporária que atua como sinal de alerta ao organismo, indicando lesões teciduais, inflamações e algumas doenças. Já as dores crônicas, persistem por longos períodos e que geralmente estão associadas a doenças crônicas (tais como câncer, artrite e fibromialgia) ou a outros tipos de lesão que comprometem o funcionamento de neurônios envolvidos na regulação da dor, incluindo neuropatia diabética, ruptura de ligamentos e hérnias. Enquanto a dores agudas decorrem de uma fratura, dano tecidual ou infecções pontuais, a dor crônica tem como característica danos aos nervos periféricos ou viscerais. Esses danos por sua vez, podem decorrer de diferentes patologias ou modificações teciduais permanentes que incluem a artrite reumatóide, diabetes neuropática, amputação de membro e alguns tipos de câncer. Desta forma, as dores crônicas resultam em uma redução significativa na qualidade de vida, pois afetam o bem-estar físico, emocional e social, além de, favorecer a manifestação de ansiedade, depressão e insônia.1,2

A dor é uma sensação desagradável e de diferentes intensidades, experimentada frente à exposição do indivíduo a estímulos (químicos, físicos ou mecânicos) capazes de desencadear diferentes níveis de dor danos ao organismo.

Embora por muito tempo tenha se acreditado que a dor é uma experiência sensorial que se manifesta apenas em decorrência de danos teciduais reais ou potenciais, atualmente diversos estudos também vêm demonstrando os aspectos emocionais da dor. Com isso, o componente emocional da dor tem sido apontado como o responsável de quadros clínicos em que esta sensação não pode ser associada a nenhum outro fator que ocasione danos ao organismo, tais como dor em lesões já cicatrizadas, fibromialgia e dor lombar inespecífica, além de explicar o alívio da dor experienciada com placebos.3

A dor envolve tanto aspectos físicos quanto emocionais, e pode se manifestar diante da exposição a estímulos nocivos quanto na ausência destes.

Apesar de diversos medicamentos terem sido desenvolvidos visando o alívio da dor (analgésicos), estes consideram apenas o componente físico da sensação dolorosa e não são efetivos em todos os casos, sobretudo em dores crônicas. Neste contexto, estudos apontam que terapias não farmacológicas auxiliam no manejo do componente emocional da dor, proporcionando uma melhora na eficácia do tratamento medicamentoso e na qualidade de vida dos indivíduos. Dentre estas, se destacam o tratamento com estímulos luminosos (ultra-som) ou elétricos, a prática de atividades físicas e a meditação. 4–6

Mas afinal, como a meditação poderia auxiliar no tratamento das dores crônicas?

A meditação é uma atividade milenar chinesa, descrita inicialmente no século III como uma prática de concentração e foco. Mais recentemente, têm sido evidenciados outros benefícios associados a está pratica. Além de promover uma melhora no quadro clínico de indivíduos com transtornos psiquiátricos (incluindo depressão e ansiedade), a meditação também atenua alterações cognitivas e influencia positivamente na resposta cardiorrespiratória e no funcionamento do sistema imunológico.7–9

A meditação promove melhora em aspectos físicos, emocionais e cognitivos, contribuindo para o bem-estar e alívio da dor.

Evidências obtidas através de estudos de neuroimagem demonstraram que, após a exposição a estímulos térmicos potencialmente dolorosos, voluntários que praticam a meditação apresentam menor ativação de regiões cerebrais relacionadas ao processamento sensorial e emocional da dor, como o córtex somatossensorial e o córtex orbitofrontal, bem como estimula regiões relacionadas com o controle cognitivo como o córtex cingulado anterior rostral.10,11

A prática de meditação promove a inibição de regiões cerebrais relacionadas aos componentes sensoriais e emocionais da dor. Por outro lado, lesões ou alterações funcionais nestas regiões podem estar relacionadas com o aparecimento de diferentes tipos de dores crônicas.

Os mecanismos exatos através dos quais a meditação é capaz de aliviar a sensação dolorosa ainda estão sendo estudados, e parece envolver diferentes circuitos neuronais e vias de neurotransmissão/neuromodulação em regiões distintas. Entretanto, na prática, a meditação tem se mostrado uma abordagem eficaz e que pode ser utilizada como adjuvante no manejo de dores crônicas, melhorando a eficácia da terapia medicamentosa utilizada.

 

 

Em mamíferos, S-adenosil L-metionina (SAM-e) é produzido em todas as células do organismo (embora em maior quantidade pelas células hepáticas) a partir do nucleotídeo trifosfato de adenosina e do aminoácido metionina. Atua como um cofator enzimático importante para a regulação de diversas funções fisiológicas, e a manutenção dos níveis endógenos de SAM-e contribui para o funcionamento adequado das enzimas hepáticas, para a integridade e função de membranas e proteínas, supressão do crescimento de tumores, entre outros. Além disso, evidências apontam que a suplementação com SAM-e auxilia no tratamento de doenças hepáticas, osteoartrites, fibromialgia e transtornos psiquiátricos, sobretudo devido às propriedades anti-inflamatória, analgésica e antidepressiva deste composto.

Em estudos pré-clínicos, foi observado que a administração de SAM-e reduz a ativação leucocitária, a produção de citocinas pró-inflamatórias e a expressão de fibronectina, atenuando a resposta inflamatória, o estresse oxidativo e a fibrose. Ainda, o SAM-e promove a síntese de proteoglicanos em condrócitos (células que compõem as cartilagens), o que favorece a estruturação da matriz extracelular do tecido conectivo nas articulações, melhorando a compressibilidade e resistência das cartilagens ao impacto. Estes mecanismos justificam os efeitos benéficos da suplementação com SAM-e em pacientes com osteoartrite, tais como redução da dor e da rigidez matinal.

Adicionalmente, a suplementação com SAM-e também auxilia na redução da dor associada à fibromialgia, uma síndrome de etiologia desconhecida caracterizada pela manifestação de sensibilidade e dor no corpo, principalmente nos músculos, articulações e tendões, mesmo na ausência de resultados laboratoriais que indiquem qualquer outra doença reumática.

SAM-e atua como um cofator enzimático que favorece a metilação de estruturas celulares (incluindo ácidos nucleicos, proteínas e lipídios). Com isso, está envolvido na modulação de diversos processos fisiológicos, sobretudo através da modulação da inflamação, sistema imune e na recomposição da cartilagem, auxiliando no tratamento da osteoartrite.

N acetil D glucosamina ou N acetilglucosamina (NAG) é um monossacarídeo derivado do metabolismo da glicose e encontrado naturalmente no organismo de mamíferos, onde faz parte de glicoproteínas, proteoglicanos, glicosaminoglicanos e outros componentes do tecido conjuntivo, tal como o ácido hialurônico (importante para a sustentação, preenchimento e hidratação da pele, viscosidade do liquido sinovial e lubrificação das articulações, entre outras funções).

Na articulação, a NAG também estimula a atividade de condrócitos e fibroblastos, auxiliando na formação de tecido cartilaginoso e reduzindo a adesão de células inflamatórias. Através destes mecanismos, a suplementação com NAG promove uma melhora da função articular, reduz a dor e aumenta do desempenho físico de indivíduos com doenças osteoarticulares.

Principais mecanismos associados aos efeitos benéficos da N acetil D gucosamina (NAG) na saúde osteoarticular. Quando administrada pela via oral, a NAG aumenta a síntese de colágeno, inibe a proteína periostina e reduz a síntese de mediadores inflamatórios, atenuando o processo de degradação da cartilagem. Além disso, também favorece a síntese de ácido hialurônico, promovendo o aumento da viscosidade do liquido sinovial e melhora a capacidade de impacto e reduzindo o atrito entre os ossos.

 

As informações fornecidas neste blog destinam-se ao conhecimento geral e não devem ser um substituto para a orientação de um profissional médico ou tratamento de condições médicas específicas. As informações aqui apresentadas não têm o objetivo de diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença.

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