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Vegetarianismo e Veganismo: o que são e quais as diferenças?

Publicado em 13 de julho de 2021.

Tanto o Vegetarianismo quanto o Veganismo são práticas que vêm se tornando cada vez mais populares, o que é observado principalmente através do aumento do número de adeptos  e do maior espaço no mercado econômico mundial.  Mas afinal, você sabe o que é e qual a diferença entre Vegetarianismo ou Veganismo?

Vegetarianismo e Veganismo

Segundo a Sociedade Vegetariana Brasileira, o Vegetarianismo é um regime alimentar que consiste na ingestão de alimentos de origem vegetal, excluindo todos os tipos de carnes, aves, peixes e seus derivados, bem como que contenham estes alimentos (como patês e embutidos). Entretanto, o vegetarianismo pode apresentar diferentes variações de acordo com o tipo, quantidade e grau dos alimentos ingeridos. 1,2

Assim, dentre os principais regimes alimentares dentro do vegetarianismo destacam-se:

- Ovolactovegetarianismo: consumo de vegetais e de ovos, leites ou laticínios;

- Lactovegetarianismo: consumo de vegetais, leite e laticínios;

- Ovovegetarianismo: consumo de vegetais e ovos;

- Vegetarianismo estrito: consumo apenas de vegetais, sem ingerir produtos de origem animal.

Além dessas categorias, existe também o Veganismo, que é uma forma de Vegetarianismo estrito que tem ganhado destaque nos dias atuais. Na realidade, o Veganismo é considerado uma filosofia de vida que busca excluir – na medida do possível e do praticável – todas as formas de exploração e crueldade contra os animais, seja na alimentação, no vestuário ou em outras esferas de consumo. Desta forma, indivíduos veganos, além de não consumirem nenhum alimento de origem animal, rejeitam também o uso de produtos que advém da exploração animal como, por exemplo, roupas e calçados de couro, cosméticos que contenham substâncias de origem animal ou que foram testados em animais, entre outros. Mas por que optar por um estilo de vida vegetariano ou vegano? 2,3

Principais diferenças entre o Vegetarianismo e o Veganismo. Adaptado de www.shutterstock.com.br, 2021.

 

Benefícios do Vegetarianismo e Veganismo

Muitas pessoas adotam o estilo de vida vegetariano (seja em regimes mais flexíveis ou mais restritivos, como o veganismo) devido a questões éticas relacionadas tanto ao meio ambiente quanto ao bem-estar animal.

O sistema atual de produção de alimentos, principalmente a pecuária, está intimamente relacionado com a degradação do meio ambiente. O desflorestamento e a perda da biodiversidade, o uso excessivo de água, a degradação do solo e o aquecimento global são fatores associados à indústria pecuarista e que não favorecem o desenvolvimento sustentável – processo que tem por objetivo preservar os recursos naturais e a biodiversidade, visando garantir que as gerações futuras possam usufruir destes recursos. 4,5

Ainda, a adoção do vegetarianismo ou da filosofia de vida do veganismo está associada principalmente ao fato de que os indivíduos praticantes reconhecem outras espécies de animais (não humanos) como seres sencientes – seres capazes de experimentar sensações e sentimentos, ou seja, seres que sentem prazer e dor. Assim, os indivíduos que adotam tais práticas têm como objetivo preservar o bem-estar dos animais, reduzindo a exploração e os maus-tratos provocados pelo crescimento expressivo da indústria da pecuária. 6,7

Por fim, outro fator que influencia a adoção deste estilo de vida (principalmente o vegetarianismo) são os benefícios à saúde associados a este regime alimentar. Diversos estudos demonstram que a dieta vegetariana, independente do tipo de vegetarianismo, pode promover a melhora de diversas funções do organismo humano quando realizada de forma adequada. A redução da ingestão de gorduras saturadas (também chamadas de gorduras “ruins” – para saber mais, acesse outra publicação deste blog), por exemplo, tem sido associada à redução do risco de desenvolvimento de algumas doenças cardiovasculares e metabólicas. Além disso, indivíduos vegetarianos tendem a consumir uma dieta mais balanceada, ingerindo grandes quantidades de cereais, leguminosas, frutas, e hortaliças – alimentos ricos em sais minerais e outros compostos (como polifenois, flavonoides, carotenoides e catequinas) que contribuem para a saúde do organismo. Ainda, além da dieta, indivíduos vegetarianos costumam adotar um estilo de vida mais saudável ao evitar hábitos como o sedentarismo, tabagismo e alcoolismo. Desta forma, o estilo de vida vegetariano ou vegano pode exercer uma influência positiva sobre a saúde do organismo, reduzindo o risco de desenvolvimento de doenças crônicas. 8,9

Particularidades do Vegetarianismo e Veganismo

É indispensável que o planejamento alimentar de indivíduos que adotam o estilo de vida vegetariano ou vegano seja realizado de forma adequada, visto que dietas mal planejadas podem resultar em deficiências nutricionais importantes no organismo, principalmente de nutrientes encontrados em maior quantidade em alimentos de origem mineral – como, por exemplo, proteínas, vitamina B12 e ácidos graxos poli-insaturados (ômega-3). 9

Dentre estes nutrientes, os ácidos graxos ômega-3 – incluindo os ácidos eicosapentaenoico (EPA) e docosahexaenoico (DHA) – são importantes constituintes de membranas celulares que contribuem para a manutenção da integridade estrutural e funcional das células e de seus componentes, bem como regulam diversos processos biológicos (desenvolvimento de respostas inflamatórios, metabolismo de lipídeos, transcrição gênica, síntese de proteínas, entre outros), contribuindo para a saúde ocular, neural e cardiovascular. Os ácidos graxos ômega-3 não podem ser sintetizados pelo organismo humano e, portanto, precisam ser ingeridos através da dieta ou suplementação. Os peixes de águas frias são uma das principais fontes de ômega-3, que também pode ser obtido a partir da suplementação com óleo de peixe ou de krill. 10,11

No entanto, em regimes alimentares mais restritivos, a suplementação de ômega-3 obtido a partir destas fontes não é uma alternativa viável, uma vez que se enquadram como produtos derivados de animais. Neste contexto, uma revisão sistemática avaliou os níveis de DHA no organismo de indivíduos que adotavam dietas restritas ao consumo de vegetais, e demonstrou uma associação entre o consumo de vegetais e o aumento dos níveis endógenos de ácido alfa-linoleico (ALA) – um ácido graxo ômega-3 que pode ser convertido em DHA no organismo. Entretanto, este estudo também demonstrou que estes indivíduos apresentavam quantidades reduzidas de DHA em diferentes tecidos, nas células sanguíneas e no leite materno, sugerindo uma deficiência nutricional deste ácido graxo ômega-3. 12,13

Para acessar o estudo completo clique aqui.

Assim, uma vez que a conversão de ALA a DHA no organismo humano pode ser lenta e insuficiente, bem como influenciada por inúmeros fatores (incluindo idade, gênero e hábitos alimentares), vegetarianos podem obter níveis adequados de DHA a partir da suplementação com DHA Vegetal, obtido a partir da microalga Schizochytrium sp. 13,14

 

As informações fornecidas neste blog destinam-se ao conhecimento geral e não devem ser um substituto para a orientação de um profissional médico ou tratamento de condições médicas específicas. As informações aqui apresentadas não têm o objetivo de diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença.

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