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Saiba mais sobre o processo de digestão dos alimentos

Publicado em 07 de outubro de 2020.

Nutrientes são substâncias químicas indispensáveis para o bom funcionamento do organismo e manutenção da saúde. São obtidos principalmente através da alimentação, e utilizados na regulação de processos fisiológicos importantes para a vida, tais como o metabolismo energético celular, a formação de células e tecidos, a síntese de hormônios e neurotransmissores, entre muitos outros.1

De acordo com suas características químicas e das funções que desempenham no organismo, os nutrientes considerados essenciais à nutrição humana podem ser classificados em seis classes distintas: carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas, minerais e água. Através de uma dieta equilibrada e com fontes alimentares variadas, é possível obter as quantidades adequadas destes nutrientes, suficientes para suprir as demandas do organismo e as necessidades individuais específicas (que podem variar com a idade, gênero, gestação, estilo de vida, entre outros fatores). Em diversos países, entidades especializadas no cuidado com a saúde estabelecem e propõem recomendações nutricionais, que servem como referências para a quantidade de cada nutriente essencial que deve ser ingerido diariamente para atender às necessidades conhecidas da maioria da população.1,2

A dieta com alimentos variados e em quantidades adequadas propicia a obtenção dos principais nutrientes necessários para o funcionamento do organismo e manutenção da saúde

Embora os nutrientes estejam presentes em grandes quantidades em praticamente todos os alimentos (principalmente em alimentos in natura ou minimamente processados), é necessário que ocorra uma série de modificações físicas (mecânicas) e químicas para que estes sejam utilizados pelo organismo – processo chamado de digestão dos alimentos. Através deste processo, os nutrientes são liberados dos alimentos e transformados em substâncias mais simples, que são então absorvidas e distribuídas pela corrente sanguínea para todas as células e tecidos do corpo.3-5

A digestão dos alimentos se inicia na cavidade oral e se estende ao longo de todo o trato digestivo (esôfago, estômago, intestino delgado, até atingir o intestino grosso ou cólon), sendo influenciada também pela secreção de glândulas anexas, tais como glândulas salivares, pâncreas e o fígado. O peristaltismo é o movimento exercido pelas contrações dos músculos que envolvem o trato digestivo, permitindo que os alimentos sejam triturados, e misturados com os fluidos digestivos (como saliva, suco gástrico, bile e secreção gástrica) até que ocorra sua digestão completa e a absorção dos nutrientes.3,5

Os fluidos digestivos, por sua vez, são compostos por diferentes substâncias e enzimas que permitem a modificação química dos nutrientes contidos nos alimentos. O ácido clorídrico e os íons tampão regulam o pH (ou seja, o grau de acidez ou alcalinidade) do conteúdo gastrointestinal, que influencia a ativação das enzimas digestivas.1,3-5

Digestão dos alimentos ao longo do trato gastrointestinal

As enzimas digestivas são proteínas produzidas pelo organismo e que quando secretadas no trato digestivo catalisam (ou seja, aceleram) reações bioquímicas relacionadas à quebra dos nutrientes em compostos menores e absorvíveis. As enzimas digestivas são classificadas de acordo com o tipo de alimento ou nutriente sobre o qual atuam:

  • Carboidrases: transformam carboidratos complexos em açúcares simples (como glicose, frutose e galactose). Ex: lactase, amilase, maltase, galactosidase;
  • Proteases: convertem proteínas em peptídeos e aminoácidos. Ex: pepsina;
  • Lipases: permitem a conversão de gorduras em ácidos graxos e glicerídeos. Ex: pancreatina.

No organismo humano, a amilase está presente na saliva, e também é liberada no intestino (juntamente com protease e lipase) através da secreção pancreática. Já a pepsina, é liberada pelas células do estômago em sua forma inativa (pepsinogênio), e ativada no pH ácido do suco gástrico. Desta forma, fatores que interferem com a produção endógena e liberação das enzimas digestivas e/ou que alteram o pH do trato digestivo podem comprometer a digestão dos alimentos, comprometendo a absorção de nutrientes e favorecendo a manifestação de diferentes sintomas e doenças.1,6,7

Fatores que podem comprometer a atividade das enzimas digestivas e a absorção de nutrientes, favorecendo a manifestação de diferentes sintomas e, até mesmo, desenvolvimento de doenças

Nestes casos, a suplementação com enzimas digestivas é uma abordagem terapêutica que auxilia na recuperação da atividade enzimática endógena ausente ou insuficiente, melhorando a digestão, biodisponibilidade e absorção de nutrientes. Ainda, também pode auxiliar na redução de desconfortos gastrointestinais associados ao consumo de alguns alimentos específicos (tais como laticínios, trigo, legumes ou alimentos ricos em celulose), além de reduzir a severidade de intolerâncias e alergias alimentares.8,9

Alfa amilase, Alfa galactosidase, Celulase, Hemicelulase, Invertase, Lactase, Maltase, Pancreatina, Pectinase, Xilanase, Bromelina, Pancreatina, Papaína, Protease ácida, Protease alcalina, DPP IV, Lipase, Pancreatina

As informações fornecidas neste blog destinam-se ao conhecimento geral e não devem ser um substituto para a orientação de um profissional médico ou tratamento de condições médicas específicas. As informações aqui apresentadas não têm o objetivo de diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença.

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