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Como o tabagismo prejudica o nosso organismo?

Publicado em 12 de novembro de 2020.

Tabagismo é o termo utilizado para caracterizar o ato de consumir cigarros, sejam eles industrializados, de palha ou outros a base de tabaco, como os cigarros eletrônicos. Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é classificado um grande problema para a saúde pública, e considerado uma doença crônica gerada pela dependência de nicotina, substância química que pode acarretar em danos graves ao organismo.1

Estudos apontam que usuários de produtos à base de tabaco são expostos continuamente a mais de 4 mil substâncias tóxicas e cancerígenas. Desta forma, diferente do que muitos pensam, fumar não prejudica apenas os pulmões. Tais substâncias podem causar danos irreversíveis ao longo de todo o sistema digestivo (boca, laringe, esôfago, estômago e intestinos), no coração, no sistema nervoso central, além de interferir no metabolismo energético, na fertilidade e na gestação.2

Apesar dos efeitos diretos à saúde, o tabagista não é a única pessoa exposta a essas milhares de substâncias danosas presentes nos cigarros. O vapor liberado pela queima do cigarro espalha diferentes substâncias no ar, que atingem rapidamente os pulmões de outras pessoas à sua volta, podendo provocar danos a estes indivíduos de forma involuntária. Assim, a classificação como “fumante” deixou de ser destinada apenas a quem utiliza diretamente o cigarro. Nos últimos anos, essa classificação passou a abordar diferentes tipos de fumantes (ativos e passivos), dividindo-os conforme a incidência e probabilidade de que essas substâncias possam causar malefícios ao seu organismo:

  1. Fumante ativo (fumante primário) é o indivíduo que faz uso consciente do tabaco, inalando tanto a porção gasosa quando a porção particulada (partículas não voláteis que em sua maioria ficam presas nos filtros do cigarro, mas quando inaladas, depositam-se nas vias respiratórias). Esses representam o grupo de fumantes com maior risco de desenvolver doenças associadas ao cigarro.
  2. Fumante secundário ou passivo (fumante passivo em convívio com o fumante ativo) é um indivíduo que não faz uso propriamente do cigarro, mas aspira a fumaça liberada pela queima do tabaco, bem como os gases expelidos pelo fumante. Embora esteja exposto, em sua maioria à porção gasosa e em concentrações inferiores ao que é inalado pelo fumante ativo, essa exposição também provoca danos ao organismo (principalmente às vias aéreas), resultando em irritações e alergias que podem progredir para doenças crônicas.
  3. O fumante terciário (fumante passivo sem convívio com o fumante ativo) é uma categoria que vem recebendo atenção nos últimos anos. São pessoas que eventualmente entram em contato com partículas do cigarro que são carreadas com o vento (partículas gasosas ou as próprias cinzas do cigarro) e que contribuem, por exemplo, com a poluição do ar.1,2

Os compostos tóxicos provenientes do cigarro afetam tanto os usuários, quanto pessoas ao redor (fumantes passivos), bem como contribui para aumentar as partículas em suspensão de um ar poluído. 

As porções gasosas e sólidas do cigarro contêm – além de milhares de substâncias tóxicas – partículas denominadas como radicais livres, que atingem e danificam os diferentes tecidos do organismo e podem danificar o material genético das células. Evidências apontam que para cada “tragada”, o indivíduo recebe uma quantia que pode variar entre 1015 a 1017 radicais livres. Embora difícil de comparar, esta quantidade é superior ao que uma pessoa inala quando exposta à poluição no ar das grandes metrópoles, demonstrando o efeito danoso que um único cigarro pode promover no organismo. Mas se um produto provoca tantos prejuízos à saúde, por que milhões de pessoas insistem em manter o hábito de fumar?2,3

O tabaco contém dentre seus produtos a nicotina, o principal responsável pelo vício e pela sensação de abstinência provocada pelo cigarro. Quando inalada, a nicotina alcança o cérebro após 10 a 20 segundos, e estimula a liberação de neurotransmissores (como a dopamina) que provocam uma sensação de felicidade e bem-estar. Entretanto, quanto mais o organismo se habitua a este efeito, maior é a dependência do consumo de nicotina, tornando o tabagismo a maior forma de reforço e dependência gerada pela administração de uma substância no organismo. Apesar da sensação de bem-estar momentânea, o uso crônico do cigarro também leva a danos neurológicos e, em longo prazo, prejudica a cognição e o raciocínio.3,4

Enquanto o reforço positivo gerado pela nicotina resulta na sensação de felicidade e bem-estar, o consumo crônico do cigarro pode resultar em danos cognitivos, prejudicando o aprendizado, a memória e o raciocínio.

Além dos efeitos deletérios sobre o sistema nervoso, o tabagismo está associado a diferentes danos ao sistema cardiovascular, acarretando no aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Tem sido demonstrado que a nicotina reduz a produção de óxido nítrico pelas células do endotélio vascular (gás que promove o relaxamento e a vasodilatação), e promove a desregulação do barorreflexo, um mecanismo responsável por controlar os batimentos do coração e manter a pressão arterial estável. Ainda, outros compostos inalados após a combustão do tabaco também favorecem o enrijecimento das veias e artérias, bem como podem desencadear um processo inflamatório crônico nos pulmões, prejudicando indiretamente o controle da frequência cardíaca e da pressão arterial.3,4

Como consequência, o tabagismo é um fator de rico importante para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, tais como hipertensão, hipertrofia ventricular esquerda, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. Estudos também apontam que esses tabagistas apresentam tendência para o desenvolvimento de dislipidemias, aterosclerose e diversos outros danos vasculares.2

O tabagismo exerce um efeito nocivo sobre o sistema cardiovascular aumentando o risco de desenvolvimento de diversas doenças.

Apesar dos efeitos nocivos dos cigarros sobre a saúde já serem bem conhecidos, a decisão de parar de fumar nem sempre é fácil (sobretudo devido aos efeitos reforçadores da nicotina sobre o sistema nervoso central) e, por vezes, é um processo lento e realizado através da redução gradual da utilização de cigarros. Ainda que difícil, parar de fumar promove diferentes benefícios a saúde que inclui a redução do processo inflamatório pulmonar, melhora a respiração e a oxigenação do organismo e o controle da pressão arterial, como também reduz significativamente o risco de desenvolver diferentes doenças crônicas relacionadas ao consumo do cigarro.5

Dessa forma, a interrupção definitiva do tabagismo (somada a hábitos saudáveis, tais como a prática de exercícios físicos e a alimentação balanceada) possibilita que o organismo recupere parcialmente suas funções cardiorrespiratórias, aumentando a qualidade e a expectativa de vida.

A agmatina é uma poliamina biogênica endógena, sintetizada a partir da descarboxilação do aminoácido L-arginina através de uma reação catalisada pela enzima arginina descarboxilase. No sistema nervoso central, a agmatina está presente nos terminais sinápticos, onde atua como um importante neuromodulador ao modificar a abertura de canais iônicos e a ativação de receptores de membrana como os receptores glutamatérgicos do tipo NMDA (N-metil-D-aspartato), os receptores α2-adrenérgicos e os receptores imidazólicos. A agmatina também apresenta grande afinidade de ligação em receptores α2-adrenérgicos e receptores imidazólicos presentes no tecido cardíaco, pâncreas e plaquetas, relacionados à regulação cardiovascular e na secreção de insulina.

Neste contexto, estudos demonstram que a agmatina está envolvida no controle de diversas funções biológicas e possui atividades neuro e cardioprotetora, analgésica, ansiolítica e antidepressiva, sugerindo que a suplementação com esse composto possui potencial terapêutico interessante no tratamento de algumas doenças psiquiátricas e cardiovasculares.

Na fenda sináptica, a agmatina se liga a receptores α2-adrenérgico, imidazólicos e NMDA, responsáveis pelo recrutamento de diversas vias de sinalização intracelular.

A L-norvalina é um aminoácido não essencial análogo da valina, encontrada preferencialmente em alimentos de origem animal. A suplementação com L-norvalina promove diversos efeitos benefícios no organismo melhorando o funcionamento do sistema nervoso central, a regulação do sistema imunológico, além de auxiliar no reparo de fibras musculares e na regulação da pressão arterial.

Nesse contexto, a L-norvalina exerce efeito cardioprotetor ao inibir a enzima arginase no citoplasma celular, aumentando os níveis do aminoácido L-arginina. O aumento dos níveis deste aminoácido, por sua vez, favorece a síntese de óxido nítrico, gás importante em diversos processos fisiológicos, tais como a vasodilatação, a citotoxicidade mediada por macrófagos, a ativação celular, adesão e agregação plaquetária, regulação da pressão sanguínea e a neurotransmissão.

Além disso, a L-norvalina apresenta propriedade anti-inflamatória, visto que a inibição da enzima arginase também reduz a produção de moléculas pró-inflamatórias, incluindo a molécula de adesão celular vascular-1 (VCAM-1) e a molécula de adesão intercelular (ICAM-1).

O aminoácido L-norvalina favorece a produção intracelular de óxido nítrico.

 

As informações fornecidas neste blog destinam-se ao conhecimento geral e não devem ser um substituto para a orientação de um profissional médico ou tratamento de condições médicas específicas. As informações aqui apresentadas não têm o objetivo de diagnosticar, tratar, curar ou prevenir qualquer doença.

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